Ambas
são bebidas de recomposição hidroeletroliticos, basicamente compostas por água,
carboidratos e sais minerais (sódio e potássio), são bebidas energéticas, estimulam
a rápida absorção dos líquido no organismo e ajudam a manter o equilíbrio e
hidratação do corpo, a principal diferença entre elas é que as bebidas
hidrotônicas, possuem menos eletrólitos que as bebidas isotônicas, portanto as
bebidas hidrotonicas são mais
indicadas para pessoas que praticaram algum exercício de forma leve e moderada
( caminhadas, ginástica, musculação, etc...), enquanto as bebidas isotônicas são indicadas para pessoas
que praticaram exercícios mais intenso, ( artes marciais, maratona,
triathlon, etc...) onde se tem uma grande perda de sais minerais.
Bebidas isotônicas ou hidrotônicas?
Segundo
a Associação Brasileira de Medicina do Esporte os repositores
hidroeletrolíticos são produtos formulados a partir da concentração variada de
eletrólitos, associada às concentrações variadas de carboidratos podendo conter
opcionalmente vitaminas, potássio, sódio e ou minerais, com o objetivo de
reposição hídrica e eletrolítica decorrente da prática de atividade física.
Durante
a atividade física, quantidades consideradas de líquidos e eletrólitos são
perdidos pelo suor, sendo também grande o gasto energético. A depleção de
combustível resulta em fadiga muscular, enquanto as perturbações no equilíbrio
hídrico e de eletrólitos podem levar a complicações mais sérias.
O
modo mais conveniente e eficiente de reposição ocorre através das bebidas
esportivas. O consumo dessas bebidas,
que são denominadas repositores hidroeletrolíticos ou isotônicos, tem experimentado
um crescimento expressivo nos últimos anos. Classificados como alimentos para
praticantes de atividades físicas, esta categoria de bebidas é especialmente
formulada para suprir as necessidades relacionadas aos exercícios físicos; ou
seja, para facilitar a reidratação após ou durante a prática de exercícios
intensos.
Sua
característica principal é a elevada densidade calórica na forma de
carboidratos, que proporcionam energia extra para a realização do exercício
quando os carboidratos endógenos estão depletados.
Isso
ocorre em atividades intensas e de longa duração (mais de 90 minutos) e/ou para
indivíduos que perdem mais de 3% do seu peso corporal durante a atividade.
A
estratégia mais utilizada para a reidratação e fornecimento de energia durante
o exercício físico prolongado é oferecer água, eletrólitos e de 4 – 8% de
carboidratos, evitando assim desconfortos abdominais durante o treino. A presença de eletrólitos é de extrema
importância na performance do esportista. O sódio, por exemplo, contribui na
absorção de água de forma passiva e se, perdido durante o treino predispõe o
atleta a cãibras.
O
Colégio Americano de Medicina Desportiva (American College of Sports Medicine –
ACSM) posicionou-se a respeito da composição das bebidas hidratantes a serem
utilizadas antes, durante e após a atividade física:
1º
Inclusão de sódio (500 a 700mg de Na / L de bebida) à solução hidratante
durante exercícios com duração superior à 1 hora, uma vez que o sódio melhora o
sabor da bebida, repõe um dos principais minerais perdidos com o suor e
favorece a retenção hídrica.
2º
As soluções deverão conter de 4 a 8% de carboidratos complexos e/ou simples.
Esta composição acelera a absorção dos carboidratos, retardando a fadiga.
3º
As bebidas deverão apresentar sabor agradável e estar a uma temperatura menor
que a ambiente (15 a 22ºC) para estimular a ingestão da mesma, favorecendo a
reposição hídrica.
A
desidratação leva o atleta a diversos efeitos colaterais, tais como: exaustão
por calor, suor excessivo, dor de cabeça, tontura, entre outras. Por isso
torna-se importante a hidratação antes, durante e após a atividade física.
Composição média do suor
Sódio
(Na) 1000mg/L
Cloro
(Cl) 1000m g/L
Potássio
(K) 300mg/L
Cálcio
(Ca) 30mg/L
Magnésio
(Mg) 3mg/L
Atualmente
as bebidas esportivas são consideradas alimentos funcionais de interesse
crescente na indústria de alimentos, oferecendo aos esportistas alimentos
líquidos que podem compensar tanto a perda energética quanto minimizar fatores
que prejudicam o desempenho físico.
Mas
atenção! Fora de situações de exercícios intensos o uso de repositores
hidroeletrolíticos não é indicado. Seu uso de forma indiscriminada sobrecarrega
os rins.
Elaborado
pelas acadêmicas do Curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo Gisele
Pipa e Giovanna Sertori
Texto
sob supervisão da nutricionista Drª Alessandra Paula Nunes alessandra@bemnutrir.com.br
Bibliografia
•
BRITO, I.P. Considerações atuais sobre reposição hidroeletrolitica no esporte.
Rev. Nutrição e Esporte, set/out, 2003.
•
PETRUS, R.R.; FARIA, J.A.F. Processamento e avaliação de estabilidade de bebida
isotônica em garrafa plástica. Ciênc. Tecnol. Aliment., vol.25, no.3,
p.518-524. Jul/Set. 2005.
•
COVERTINO, V.A., et al. American College of Sports Medicine Position Stand. Exercise and fluid replacement. Med
Sci Sports Exerc, 1996.
Portaria
nº 222, de 24 de março de 1998, da Secretaria de Vigilância Sanitária, do
Ministério da Saúde Aprova Regulamento Técnico para Alimentos para Praticantes
de Atividades Físicas.
Muitas pessoas alegam não ter tempo para se dedicar a um programa de treinamento de uma hora por dia, mas não se dão conta de que as pausas para o café, as conversar ao telefone, o tempo gasto no trânsito, as longas reuniões, consomem muito mais do que uma hora por dia, por isso para quem tem real interesse em iniciar ou dar continuidade a um programa de treinamento é imprescindível fazer uma reorganização no tempo gasto em cada atividade do dia-a-dia.