segunda-feira, 30 de abril de 2012


AUMENTA A PROCURA POR PERSONAL TRAINERS

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aumento do poder aquisitivo dos brasileiro impulsionou o mercado de trabalho para os profissionais que prestam um serviço personalizado, dentre os que obtiveram maior procura, está o Personal Trainer.

É comum o Personal Trainer mostrar seu trabalho como professor de academia de ginástica, ministrando aulas das mais variadas. Se o profissional mostrar resultados, interesse e principalmente um bom atendimento, com certeza o número de alunos irá crescer.

Para quem vê, parece fácil ser Personal Trainer. Mas exige muita dedicação, pois além de atender bem, é preciso estar sempre atualizado, e isso custa caro. Cursos, revistas especializadas, livros, work shop, mídia, etc... são algumas coisas que as pessoas não contam, mas identifica um bom profissional.

O segredo está na atenção ao aluno. Devemos orientar nos exercícios, fazer as devidas correções e cobranças, desafiando cada vez mais. Por trabalhar da forma "um para um", a atenção e os resultados aparecem mais rápidos.


Por ser uma profissão que lida muito com o contato físico, é preciso avaliar o profissional neste quesito. Pois, existem também os "falsos treinadores". 

Existem maneiras certas de se tocar no aluno, fazendo isto errado, entende-se errado também! A seriedade e a descontração andam juntas nesta profissão, precisamos apenas equilibrar.

A pontualidade conta muito, pois não podemos atrapalhar a rotina do contratante, independentemente do horário solicitado, assim como a segurança durante os exercícios, tomando cuidados extras com aqueles portadores de alguma limitação física.
Sendo assim, procure saber quem é seu Personal Trainer e os métodos utilizados por ele. Peça referências, principalmente nos lugares que prestou serviço. Não esqueça que você está confiando seu corpo a outra pessoa. 

Desconfie de preços baixos, pois o barato sempre sai caro.

Outra situação é a invasão da profissão. Vários instrutores costumam indicar suplementos alimentares aos alunos. Não aceite! Quem deve fazer isto é o Nutricionista, e de preferência, os dois profissionais devem manter um contato enquanto treina o aluno.

Uma boa dica é pedir indicação para quem já está fazendo um trabalho com o Personal Trainer, não se envergonhe peça o contato dos alunos e solicite informações. Se o profissional for realmente sério não se incomodará em passar o contato dos seus alunos.

Pesquise, converse e bons treinos.




sexta-feira, 27 de abril de 2012



Matéria do Jornal da Vida, da Rede Vida, exibido em 03/04/2012 na Academia Human Fit - Perdizes.
Entrevista com o Prof. Ivan, falando da importância da constância em realizar atividades física.

quarta-feira, 4 de abril de 2012










Pesquisa avalia propriedades funcionais de alho industrializado 

Agência FAPESP – O sabor e as propriedades terapêuticas do alho são reverenciados desde a antiguidade, mas seu forte odor característico– ao qual já foi atribuído até o poder de espantar vampiros – faz com que muitas pessoas evitem manipular a hortaliça.
Como alternativa, existem diversas versões de alho prontas para o consumo. Mas, segundo pesquisa feita na Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA), o alimento perde praticamente todas as suas propriedades funcionais dependendo do tipo de processamento ao qual é submetido.
Em projeto de pesquisa financiado pela FAPESP e coordenado pela agrônoma Patricia Prati, três processos de industrialização do alho foram comparados: picado e frito, fatiado e frito e em forma de pasta.
Os produtos foram embalados em potes plásticos de 200 gramas. À versão em pasta foram adicionados 2% de ácido cítrico e 0,1% de sorbato de potássio como conservantes.
O valor nutricional de todos os produtos foi avaliado logo após o processamento e a cada 45 dias durante um período de seis meses. “O principal objetivo era verificar qual método preserva melhor a alicina, substância que confere ao alho suas propriedades funcionais”, contou Prati.
Segundo a literatura científica, a ação antimicrobiana da alicina ajuda na prevenção do câncer de estômago causado pela bactéria Helicobacter pylori. A substância atua também na prevenção de doenças cardiovasculares por tornar os vasos sanguíneos mais flexíveis e dificultar a formação de placas ateroscleróticas.
“Logo após o processamento, a pasta de alho apresentou uma perda pequena de alicina: 9,5%. Ao fim dos seis meses, o teor havia diminuído mais 20%. A perda total, portanto, foi menor que 30%, o que é relativamente pouco”, disse Prati.
Já as formas fritas perderam logo no início mais de 90% da alicina existente no alho cru. “Na análise feita após os 45 primeiros dias, a substância já era praticamente inexistente”, disse a cientista.
Os teores de vitamina C também foram avaliados na pasta de alho e, embora tenham apresentado estabilidade durante o período de estocagem, foram considerados baixos desde o início. “Nem avaliamos esse nutriente nos produtos fritos, pois já sabíamos que não ia sobrar nada após o processamento”, disse Prati.
As análises também mostraram que os produtos fritos sofreram oxidação ao longo do tempo de armazenamento, o que foi evidenciado pelo aumento do índice de peróxidos, mas ficaram dentro dos parâmetros exigidos pela legislação. O mesmo ocorreu com a análise microbiológica, que avalia a contaminação por fungos e bactérias.
Cultivares
Outro objetivo do estudo foi comparar a aptidão para industrialização de quatro variedades de alho. Três delas eram nacionais – Assai, Gigante de Curitibanos e Santa Catarina Roxo – e a quarta era importada, conhecida como Comercial Chinês.
“Praticamente todo o alho consumido no Brasil é importado da China ou da Argentina, dependendo da época do ano. As variedades nacionais ainda não estão no mercado, pois apresentam problemas pós-colheita, como viroses e pragas. Mas a APTA e a Embrapa estão trabalhando no melhoramento genético”, disse Prati.
De acordo com a pesquisa, os quatro cultivares estudados se mostraram viáveis para industrialização. Em termos de composição nutricional, o Santa Catarina Roxo foi o que apresentou maior teor de proteínas e lipídeos. A alicina estava presente em maior quantidade em Gigante de Curitibanos e Assai. Já os níveis de vitamina C apresentaram diferença estatística apenas em Gigante de Curitibanos.
O alho também é rico em zinco e selênio, antioxidantes envolvidos direta e indiretamente no funcionamento do sistema imunológico. Essas substâncias, contudo, não foram avaliadas na pesquisa.
O Ministério da Saúde do Canadá e a Agência Federal Alemã de Saúde recomendam a ingestão de 4 gramas diários de alho cru, ou 8 miligramas de óleo essencial de alho para ajudar no controle do colesterol e diminuir fatores de risco cardiovascular. Isso equivale ao consumo de aproximadamente um dente e meio por dia. No Brasil não há consenso sobre qual seria a ingestão diária ideal.
“Qualquer tipo de cozimento promove certa perda das propriedades funcionais do alho, mas a fritura é a pior delas. Em vez de refogar antes, melhor colocar o tempero para cozinhar junto com a comida”, disse Prati. 


http://agencia.fapesp.br/15403 
 Por Karina Toledo